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quarta-feira, 14 de março de 2012

É POSSÍVEL VIVER BEM COM A DOR CRÔNICA?

    A dor crônica é o considerada atualmente uma das maiores causas de perda da qualidade de vida das pessoas portadoras (é uma doença debilitante que traz sérias consequências físicas, psicológicas e comportamentais).  Assim como as doenças crônicas e o zumbido, a dor crônica é causadora de stress podendo ocasionar deficiências psicomotoras (limitação de movimentos, perda de agilidade), confusão mental, esquecimento, insônia, irritabilidade, depressão, ansiedade, sensação de perda, enfim ausência de bem estar. Ouço diariamente frases como: “Eu não aguento mais.... quero tirar esta dor!!!”; “Eu não sou assim...” – frases repletas de angustia e sofrimento. Diante deste quadro, é possível viver bem apesar da dor crônica?
    Além das medicações utilizadas para o manejo e controle da dor, têm sido muito utilizadas técnicas de meditação e respiração para aumentar o limiar de suporte à dor e o bem estar. Dentre estas técnicas existe a Atenção Plena cujo conceito é a mudança do foco de atenção. Para o bom funcionamento destas técnicas é necessário primeiramente a cosncientização de que conviver com a dor crônica não é uma escolha, mas encontrar formas de viver melhor apesar dela é uma escolha individual. O paciente precisa entender que quando toma consciência de seu papel para a melhora de seu dia-a-dia é possível partir para a ação, buscando ajuda efetiva. A reabiltação é possível através do auto-controle, do bem-estar físico e psíquico.
    A Atenção Plena permite ao paciente compreender que o stress faz parte da vida e que através do auto-cuidado e da busca de um ponto de equilíbrio é possível conviver com o stress causado pela dor crônica. O equilíbrio não é um estado fixo, ou seja precisamos buscá-lo e resgatá-lo sempre – ele pode ser desenvolvido através da respiração. É preciso aprender a viver o momento presente, dar valor ao aqui e agora – como não nascemos com este hábito precisamos de treino. Outro ponto importante é o saber silenciar (o que é diferente de não pensar), aprender a lidar com as sensações. Muitas vezes precisamos passar pela raiva, pela tristeza, pela revolta e conflito com a dor em si e o diagnóstico da cronicidade para fazer a busca pessoal.
    Lembre-se que a reação automática a dor é que se torna um problema – não podemos nos manter no piloto automático, precisamos permitir vivenciar as sensações que aparecem momento a momento, com paciência e espírito de cuidado. Assim, conviver com a dor crônica, que não é uma escolha, é um fato, se torna mais leve. A técnica de Atenção Plena pode ajudar nesta jornada. Um profissional capacitado pode auxiliar o paciente com dor crônica neste trabalho para busca do equilíbrio e bem estar, melhorando consequentemente a sua qualidade de vida.

Tereza Pugliesi - Psicóloga / Psico-Oncologista - CRP – 06/54108-4
Atendimento Particular e Convênios - Fones: (12) 9182-5708 / 3426-2817